Piauienses falsificavam certidões e RGs para fraudar INSS


A Polícia Federal confirmou, em entrevista coletiva concedida nesta quinta-feira (06/10) em Goiás, que a quadrilha suspeita de fraudar a Previdência Social usando documentos falsos conseguiu mais de 60 benefícios de maneira irregular era formada por integrantes piauienses e maranhenses, que falsificavam certidões de nascimento desses estados com nomes falsos para, nos institutos de identificação, darem entrada em RGs, CPFs, títulos de eleitor e, assim, solicitar os benefícios nas agências do INSS.
Segundo o site G1/Goiás, o grupo era formado por 12 pessoas, que tinham padrão de vida incompatível com a renda, sendo que a maioria eram de autônomos. Pelo menos 62 benefícios foram conseguidos de maneira irregular, que oneraram os cofres públicos em até R$ 2,3 milhões.
A quadrilha era investigada desde 2014. Eles se beneficiavam irregularmente de auxílio doença e amparo social ao idoso, e ainda seguros-desemprego. Em alguns casos, os cartões de benefício eram repassados para amigos ou familiares dos suspeitos. “Como esses nomes são falsos, essas pessoas que constavam nos documentos nunca iam morrer, então o benefício seria eterno para essas pessoas. Com essa operação, evitamos uma fraude de mais de R$ 9 milhões”, afirmou a delegada Marcela Rodrigues, conforme relato do G1.
Na deflagração da Operação Imperador, foram cumpridos 12 mandados de prisão, 8 de busca e apreensão e 2 de condução coercitiva nos estados de Goiás, Piauí, Mato Grosso e Distrito Federal. O nome da operação faz alusão ao município de Pedro II, no Estado do Piauí, onde foi apresentado um grande número de certidões de nascimento falsas nos requerimentos junto à Previdência Social.
A polícia vai ainda investigar papeis de impressão de carteiras de identidade em branco encontrados com o grupo. Será analisada a autenticidade do material, e se o grupo contou com ajuda de servidores públicos.
*Com informações do G1
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