Palestras foram realizadas no mês de conscientização sobre doenças inflamatória intestinais


No mês da conscientização sobre as doenças inflamatórias  intestinais, a Secretaria Municipal de Saúde de Brasileira, realizou o Maio Roxo, oportunidade em que foram realizadas palestras com a participação dos profissionais Jairo Ferreira e Djenani Lustosa, que falaram sobre a doença de Crohn e retocolite ulcerativa.

Outros profissionais do quadro do município como os Enfermeiros Amado Bento e Aline Justino ajudaram enriquecer o evento que contou com a presença de dezenas de pessoas na Praça Antonio Nego no dia 19 de maio.



O Secretário da Saúde Silvino Ribeiro disponibilizou toda a sua equipe realizando um evento com sucesso, "Temos o prazer em cumprir essa missão , levar informação sobre as doenças inflamatórias intestinais onde em Brasileira existem alguns casos e dentro de nossas possibilidades estamos dando a assistência adequada", disse Silvino Ribeiro, que agradeceu à todos que se envolveram para a realização do Maio Roxo em especial a jovem Natália Passos, incentivadora para a realização do evento em Brasileira.





Sobre a Doença de Crohn
A doença de Crohn pode se manifestar em qualquer parte do tubo digestivo (da boca ao ânus), sendo mais comum no final do intestino delgado e do grosso. Entre os sintomas principais estão diarreia, sangue nas fezes, anemia, dor no abdome, perda de peso e febre. Mais raramente há estomatites (inflamações na boca). Também pode atingir pele, articulações, olhos, fígado e vasos. A doença mescla crises agudas recorrentes, leves a graves, e períodos de ausência de sintomas.
O diagnóstico é feito por meio da colonoscopia com biópsia. Outros exames como radiografia do abdome, exame contrastado do intestino delgado, tomografia computadorizada, ressonância magnética, cápsula endoscópica e exames laboratoriais, na dependência dos sintomas, auxiliam na identificação das alterações típicas.
É relativamente comum a necessidade de cirurgias, como retirada de segmentos do intestino por oclusão, sangramento ou perfuração, especialmente o delgado, e tratamento de lesões anais como abscessos e fístulas, contribuindo, em muito, para o controle dos sintomas e das possíveis complicações. Também não é rara a confecção de estomas, que são aberturas do intestino na pele do abdome para permitir a saída de fezes, sem passar pela região afetada.
Retocolite ulcerativa
A retocolite ulcerativa inespecífica caracteriza-se por inflamação da mucosa do intestino grosso, apresentando diarreia crônica com sangue e anemia. O reto quase sempre está afetado, sendo às vezes o único segmento. Não há lesões no intestino delgado, o que constitui característica da doença, muitas vezes sendo o fator primordial para diferenciá-la da doença de Crohn. A inflamação pode vir a se tornar muito grave, com hemorragias maciças e perfuração intestinal, necessitando de cirurgias de urgência
O diagnóstico é feito principalmente pela colonoscopia com biópsias.
O tratamento inclui medicamentos para controle da inflamação. Quando a doença não consegue ser controlada por meio de tratamento clínico ou apresenta determinadas complicações agudas ou crônicas, especialmente neoplasia, mesmo muito precoce, opta-se pela cirurgia.
“É necessário retirar todo o intestino grosso e reto. O restabelecimento do trânsito fecal, de forma ideal, é garantido pela confecção de um reservatório no final do intestino delgado, por meio de uma plástica, que é suturado ao canal anal. Alguns pacientes podem manter o reto e o intestino delgado é costurado a ele. Quando não há indicação ou segurança para que o canal anal seja mantido, é confeccionada uma ileostomia, abrindo-se o intestino delgado no lado direito da barriga, próximo ao umbigo, à qual é acoplada uma bolsa plástica (fornecida pelas secretarias de saúde), descartável, geralmente trocada a cada quatro ou cinco dias. Quando o estoma não é definitivo, podem ser necessários estomas temporários para se proteger a costura do intestino. Passado o tempo de risco, a abertura temporária no intestino pode ser fechada com relativa facilidade”, explica Dra. Maria Cristina Sartor.
Pacientes com DII possuem maior risco de câncer colorretal em relação à população sem a doença. A colonoscopia é o melhor método para diagnosticar e tratar lesões potencialmente cancerosas relacionadas às DII. Por isso, a partir de oito a dez anos de diagnóstico do problema no intestino grosso, seja retocolite ou doença de Crohn, é recomendada a realização periódica de colonoscopia por endoscopistas/coloproctologistas experientes no assunto, com a finalidade de se evitar o câncer colorretal e suas consequências. O coloproctologista saberá melhor orientar as opções terapêuticas e os intervalos de exames.

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