O verão começa à 1h09 do próximo domingo (22). Sem sofrer a influência dos fenômenos El Niño ou La Niña, a estação deve ser típica e apresentar o que normalmente se espera dela: dias quentes e chuvosos na maior parte do país até 20 de março. A previsão é de chuva "volumosa e generalizada" para quase todas as regiões, especialmente para o Sudeste.
De acordo com meteorologistas, no verão passado o Brasil estava sob a influência do El Niño, que deixou as temperaturas mais altas no Sudeste (em São Paulo, a estação foi a 5º mais quente da história). O fenômeno provoca um aquecimento acima do normal na parte do Oceano Pacífico próxima ao Equador, e dificulta a entrada do ar frio.
Na próxima estação, Oceano Atlântico será a principal fonte de influência. O "Atlântico Sul"- trecho que banha toda costa leste do Brasil, do Uruguai e da Argentina - estará mais quente, explica o meteorologista Tércio Ambrizzi, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG-USP).
"Isso faz com que as frentes frias passem mais rápido pelo Sul e fiquem mais tempo estacionadas no Sudeste. Então é possível que esse verão seja normal, até ligeiramente acima da média em termos de precipitação no Sudeste e Centro-Oeste, particularmente, entre São Paulo, Rio de Janeiro e Minas, e talvez chegando até ao sul da Bahia", diz Ambrizzi.
A meteorologista Patricia Madeira , do Climatempo, explica que essa condição ocorrerá por causa de um sistema meteorológico chamado de Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS). As ZCAS se formam quando as frentes frias passam devagar pelo Sudeste a caminho da Amazônia e trazem as chuvas constantes.
Neste ano o fenômeno vai afetar São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Centro-Oeste e uma parte da Amazônia. A meteorologista ressalta que, um dos pontos positivos das ZCAS, é que elas proporcionam chuvas que chegam aos rios e aos principais reservatórios de água no Brasil.
As melhores condições para quem quer aproveitar dias de praia devem estar no Sul e no Nordeste do país. Isso porque Sudeste e Norte estarão sujeitos a mais períodos de chuva contínua, o que ajuda no registro de temperaturas mais amenas.
Consequência dos temporais
Os especialistas lembram que, neste verão, o estado do Rio de Janeiro deverá manter alerta para a possibilidade de chuvas fortes.
"O Rio está na faixa onde podem ocorrer chuvas mais intensas durante o verão" - Tércio Ambrizzi, meteorologista
A meteorologista Patrícia Madeira explica que, em 2019, a chuva começou já na primavera, deixando o solo de algumas áreas do Sudeste mais vulnerável a deslizamentos de encostas por causa da quantidade de água já absorvida pela terra.
Fonte: G1


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