O deputado Marcelo Freixo (PSOL) ingressou com uma representação contra o também deputado Eduardo Bolsonaro (PSOL-SP) junto ao Conselho de Ética da Câmara. Na representação em que pede a abertura  de um processo ético-disciplinar, Freixo alega que o parlamentar, filho de Jair Bolsonaro, quebrou o decoro ao atacar e responsabilizar a China pela pandemia relacionada ao novo coronavírus. 
"Diante desses fatos e da grave crise social e econômica que os brasileiros vão enfrentar, o discurso do filho do presidente é irresponsável, prejudique os interesses nacionais e perigam agravar turbulência pela qual o país está passando", diz Freixo na representação apresentada ao Conselho de Ética. 
Eduardo, que já responde a três representações junto ao colegiado, usou sua conta no Twitter nesta quarta-feira (18) para acusar a China de ser a responsável direta pela pandemia por ser uma “ditadura” . A China reagiu duramente e o embaixador Yang Wanming pediu que o parlamentar se retratasse da afirmação. 
Diante da iminência de um incidente diplomático, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) pediu esculpas pela fala de Eduardo Bolsonaro e que, segundo Maia, fez uso de “palavras irrefletidas”. 
Nesta quinta-feira, porém, o chanceler Ernesto Araújo emitiu uma nota na qual elevou a tensão ao defender o ataque feito por Eduardo Bolsonaro e disse ser “inaceitável” que o embaixador chinês compartilhasse  mensagem ofensiva ao chefe de Estado do Brasil e aos seus eleitores. 

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