Atualizada às 14h25

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Uma cerca de arame farpado, homens de máscaras e um cartaz indicam que está proibida a entrada de 'estranhos' na comunidade devido à pandemia da covid-19. A iniciativa que tem  chamado a atenção é de moradores do assentamento Araras, na cidade de Amarante, no interior do Piauí.

Para evitar a disseminação do vírus, os assentados fazem ainda uma espécie de 'barricada humana' com revezamento de quem toma conta da entrada na comunidade. O cartaz traz ainda a informação que só é permitida a entrada de 'casos de exceção' (profissionais das áreas de Saúde, Segurança e Justiça), desde que usem máscaras. O comunicado termina com uma mensagem de agradecimento pela compreensão, seguida da hastag #fiquememcasa.

A produtora rural e professora, Francidalva Silva, conversou com o Cidadeverde.com. Ela comentou que até o momento não há casos confirmados ou suspeitos na comunidade. A iniciativa de fechar as três estradas que dão acesso ao assentamento foi tomada pelos moradores após a confirmação do primeiro caso na cidade de Amarante, município em que o assentamento está localizado.  O assentamento está localizado na BR 343 km 506, entre Amarante e Floriano. 

"Como forma de prevenção decidimos fechar. Os pais ficam revezando cada entrada para evitar a entrada de estranhos. Nós também estamos orientando o uso da máscara, lavar sempre as mãos e usar o álcool em gel.  Também falamos que se alguém precisar sair do assentamento para resolver algum problema grave, precisa ir e voltar de máscara. Nossa preocupação também é que temos muitos idosos. É uma necessidade maior de conscientizar a todos para a importância da prevenção". 

O assentamento existe há mais de 20 anos, fica distante 20 km da zona urbana de Amarante, onde 76 famílias assentadas moram. Na comunidade eles produzem tomate, arroz, macaxeira, entre outros produtos voltados para a subsistência e também para o comércio local. A comercialização, inclusive, tem sido prejudicada devido às normas de isolamento social necessárias para evitar a disseminação da covid-19. Mesmo assim, os moradores reconhecem a importância das medidas restrittivas.

Francidalva reforça que o fechamento das entradas é para "não adoecer o assentamento" e servir de exemplo para todos. "Nós até deixamos de vender para que todos nós obedeçam o isolamento. Ficar em casa para ninguém contrair essa doença, que tanto está matando as pessoas em todo o mundo". 

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