O governador Wellington Dias se reuniu, nesta quarta-feira (10), por videoconferência, com representantes e líderes evangélicos para discutir sobre a flexibilização do funcionamento das igrejas. Segundo o chefe do Executivo piauiense, o Governo do Estado continuará a cumprir o Pacto de Retomada Organizada – Pro Piauí.

“Entendemos o trabalho que as igrejas realizam, inclusive precisamos muito do apoio dos líderes religiosos, por isso temos dialogado com vários segmentos, incluindo os representantes evangélicos. Trabalhamos e continuaremos a trabalhar com base na ciência, nos dados que nos são apresentados nas pesquisas e projeções”, afirmou Wellington.

O governador apresentou o plano de flexibilização, o Pro Piauí, documento que traz as regras para retomada das atividades econômicas no estado, bem como os critérios para a flexibilização, como a queda na taxa de transmissão do vírus; a redução de risco de colapso na capacidade hospitalar; buscar a redução de óbitos; intensificar as barreiras sanitárias; sociedade consciente e engajada com as novas normas de convício social; e ações conjuntas e integradas.

“Estamos adotando medidas com responsabilidade. O decreto de isolamento foi prorrogado até o dia 22 de junho; instituímos o Pro Piauí e criamos o Comité Pro Piauí; liberamos a reabertura, mediante à adesão aos protocolos sanitários, dos setores da construção civil, serviços de saúde e setores automotivos; e iremos fiscalizar se os protocolos estão sendo cumpridos”, ressaltou Dias.

De acordo com a deputada federal Rejane Dias, os líderes estão colaborando com o isolamento e precisam de uma posição. “O governador atendeu a um pedido da comunidade evangélica, dos deputados estaduais pastor Gessivaldo Isaías e coronel Carlos Augusto, e dos pastores, que estão na ponta, em contato com boa parte da população e precisam saber como será o processo de reabertura das igrejas, podendo colaborar com esse processo. Eles entendem que a situação é muito difícil, de uma complexidade muito grande, mas sendo transparente e com um diálogo sincero iremos fazer um planejamento para que isso aconteça”, disse a parlamentar.

“Quando pensamos em mobilizar os representantes das comunidades evangélicas, a intenção é que eles sejam multiplicadores, que repassem as informações para os outros pastores e para as pessoas que frequentam as igrejas”, destacou a deputada federal.

Protocolos específicos

Wellington Dias ressaltou que, para que ocorra a reabertura, as igrejas precisarão seguir protocolos. “Na movimentação normal, são cerca de 600 mil pessoas que saem de suas casas para ir às igrejas e templos religiosos e precisamos reduzir essa aglomeração. Desse modo, queremos pactuar com as igrejas protocolos específicos, como o uso de máscara; álcool em gel na entrada da igreja; e distanciamento de dois metros entre as pessoas”, frisou o governador.

E acrescentou: “a reabertura será um ato de responsabilidade individual dos membros e do líder da igreja. Assim, somente terá autorização para reabrir, quem tiver um plano organizado com protocolos higiênico-sanitários, seguindo as regras estabelecidas pela Vigilância Sanitária”.

O secretário de Estado do Planejamento, Antônio Neto, afirmou que, após a reabertura dos três setores autorizados, outros serão analisados. “Iremos iniciar, na próxima semana, a abertura dos três setores autorizados a funcionar, que estão se adequando neste momento, e planejaremos a reabertura dos segmentos seguintes, incluindo as igrejas, que também deverão se organizar e se preparar para que isso aconteça”, pontuou o gestor.

No encontro ficou marcada uma reunião para esta sexta-feira (12), a fim de construir um documento com os protocolos para reabertura. “O passo seguinte é abrirmos uma consulta pública para as sugestões e colaborações sobre os protocolos a serem seguidos nas igrejas e templos e marcarmos uma data para a tomada de decisão”, concluiu Wellington Dias.

Os estados de Santa Catarina, Goiás, Sergipe, Rio Grande do Sul, Distrito Federal, Tocantins, Espírito Santo, São Paulo e Rio de Janeiro já permitiram a reabertura das igrejas. Nesse último estado, a realizações de cultos presenciais foi suspensa pelo Tribunal de Justiça, que entendeu necessária uma análise do impacto.

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