A revista científica Nature publicou uma nova pesquisa que revela que o corpo humano pode ficar protegido contra o novo coronavírus por mais tempo que se imaginava. O estudo foi realizado com um vírus semelhante, o coronavírus responsável pela Sars, uma síndrome respiratória aguda que se espalhou entre 2002 e 2003.

Pesquisadores de Singapura descobriram que um tipo de células de defesa, as células T, ainda estão ativas contra o vírus 17 anos depois.A descoberta, segundo os pesquisadores, “apoia a noção de que pacientes com Covid-19 desenvolverão imunidade a longo prazo pelas células T”.

As células T, em linhas gerais, são especialistas em atacar invasores que estão dentro das células, fazendo um trabalho que complementa os anticorpos, especialistas em parasitas do lado de fora.

O estudo também esquenta o debate sobre a possibilidade de que a proteção contra outros tipos de vírus possa, de forma cruzada, agilizar a resposta do organismo ao Sars-Cov-2. Para Paulo Lotufo, epidemiologista da USP, a descoberta é sem dúvida uma notícia positiva, mas ressaltou que o novo coronavírus atua de forma mais ampla no organismo. “Em termos de virulência, os vírus são bem diferentes”, afirmou. (Com informações da Exame),

Postar um comentário

Postagem Anterior Próxima Postagem